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	<title>Cholitascallejeras&#039;s Blog</title>
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		<title>Dos absurdos aos quais nos submetem(os).</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 00:17:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cholitascallejeras</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava eu numa mesinha de lanchonete esta manhã de quinta-feira quando uma pedinte discretamente se aproximou solicitando dinheiro para um cafezinho. Estiquei o diálogo com a seguinte pergunta: -Você quer um café curto, longo ou com leite? -Com leite. Respondeu &#8230; <a href="http://cholitascallejeras.wordpress.com/2011/12/02/dos-absurdos-aos-quais-nos-subtemos-e-colaboramos/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cholitascallejeras.wordpress.com&amp;blog=13073921&amp;post=266&amp;subd=cholitascallejeras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2011/12/desayuno.jpg"><img class="wp-image-269 aligncenter" title="desayuno" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2011/12/desayuno.jpg?w=352&#038;h=264" alt="" width="352" height="264" /></a></p>
<p style="text-align:left;">Estava eu numa mesinha de lanchonete esta manhã de quinta-feira quando uma pedinte discretamente se aproximou solicitando dinheiro para um cafezinho. Estiquei o diálogo com a seguinte pergunta:</p>
<p style="text-align:left;">-Você quer um café curto, longo ou com leite?</p>
<p style="text-align:left;">-Com leite.</p>
<p style="text-align:left;">Respondeu a senhora.</p>
<p style="text-align:left;">Continuei.</p>
<p style="text-align:left;">-Você vai tomar o café aqui, perto de casa ou em alguma parada da estrada?</p>
<p style="text-align:left;">-Aqui.</p>
<p style="text-align:left;">Respondeu a senhora.</p>
<p style="text-align:left;">Por azar estava eu sentada na &#8220;praça de alimentação&#8221; do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e tive que desembolsar R$ 6,20 para o tal café com leite. Se fosse num dos &#8220;shoppings&#8221; Graal de beira de estrada espalhados por todo o sudeste e onde somos &#8220;obrigados&#8221; a consumir quando viajamos de busão, economizaria R$ 0,30 em relação ao aeroporto. Sim, R$ 5,90 na beira da estrada. Em lanchonetes de fast food dá pra achar por R$ 2,80. Num bairro mais &#8220;simples&#8221;, como o cachoeirinha em Belo Horizonte, R$ 1,40. Na rua em frente aos pontos de ônibus das grandes capitais, alimentando trabalhadores que começam cedo, por R$ 1,00. A resposta da colega seria fundamental para eu saber qual quantia seria necessária para satisfazer seu pedido.</p>
<p style="text-align:left;">Pois bem, não havia tido coragem de pagar tal valor por um café com leite, de máquina&#8230; Ainda com o agravante de achar essa onda avalassadora do café expresso chata, gosto mesmo de um bom café coado à moda antiga, bem brasileirinho&#8230;</p>
<p style="text-align:left;">Pois bem, meu café da manhã hoje foi sem café. Nem leite. Foi com receio de imaginar o Brasil como o novo (velho) país dos novos ricos.</p>
<p style="text-align:left;">P.S: Ainda bem que não encontrei a pedinte dentro da sala de embarque &#8211; por lá, o &#8220;cafe latte&#8221; custa R$ 7,00&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cholitascallejeras.wordpress.com/266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cholitascallejeras.wordpress.com/266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cholitascallejeras.wordpress.com/266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cholitascallejeras.wordpress.com/266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cholitascallejeras.wordpress.com/266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cholitascallejeras.wordpress.com/266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cholitascallejeras.wordpress.com/266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cholitascallejeras.wordpress.com/266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cholitascallejeras.wordpress.com/266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cholitascallejeras.wordpress.com/266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cholitascallejeras.wordpress.com/266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cholitascallejeras.wordpress.com/266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cholitascallejeras.wordpress.com/266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cholitascallejeras.wordpress.com/266/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cholitascallejeras.wordpress.com&amp;blog=13073921&amp;post=266&amp;subd=cholitascallejeras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Adoecer? Só aos domingos&#8230;</title>
		<link>http://cholitascallejeras.wordpress.com/2011/06/20/adoecer-so-aos-domingos/</link>
		<comments>http://cholitascallejeras.wordpress.com/2011/06/20/adoecer-so-aos-domingos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 03:03:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cholitascallejeras</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O que pode significar tal bando de acometidos por enormes desgraças, vivendo toda sorte de dificuldades e deficiências enquanto outros tantos grupos gozam de facilidades, belezas e conforto em sua super vida? Sobre-vida. Sobreviver. O que será que diferencia tanto &#8230; <a href="http://cholitascallejeras.wordpress.com/2011/06/20/adoecer-so-aos-domingos/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cholitascallejeras.wordpress.com&amp;blog=13073921&amp;post=260&amp;subd=cholitascallejeras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que pode significar tal bando de acometidos por enormes desgraças, vivendo toda sorte de dificuldades e deficiências enquanto outros tantos grupos gozam de facilidades, belezas e conforto em sua super vida? Sobre-vida. Sobreviver. O que será que diferencia tanto o destino dos seres humanos? Esse era meu pensamento na manhã e durante todo o dia em que decidi ir ao SUS para receber um diagnóstico para aquele meu olho que lacrimejava em conjuntivite. Me recusei a pagar R$ 250 por uma consulta e decidi procurar atendimento público.</p>
<p>Aqui (de onde escrevia), uma série ininterrupta de casos e acasos, em geral azares e por vezes, desgraças. Cheguei de manhã para pegar a senha para a tarde. E não há uma senha física, há que se esperar na fila até sim, receber a senha lá pela uma hora da tarde. Se quiser sair, terá que pedir para alguém guardar o seu lugar no front humano. Submetidos todos ao mesmo tratamento, há um ideal de igualdade, não há vips, no máximo, uma questão de vida ou morte.</p>
<p><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2011/06/041520111633.jpg"><img title="SUS BH2" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2011/06/041520111633.jpg?w=191&#038;h=144" alt="" width="191" height="144" /></a></p>
<p>No banco da fila, casos. Um ceramista desprotegido enquanto trabalhava teve seu olho atingido por uma sobra do material que despedaçava: perdeu a visão de um dos olhos na véspera de seu casamento, aos vinte anos de idade. A criança que, ao lado da mãe que tratava de embelezar suas unhas, se apoderou do alicate e o levou aos olhos. O pronto atendimento salvou sua visão. Na maioria dos casos, histórias de superação. Entendi essa palavra como o grande trunfo daqueles que têm percalços inimagináveis por alguém de vida tão suave como a minha. O que sinto é que há um mar de realidades das quais me salvaguardo por algum mistério do qual não fui informada mas que envolvem de uma suavidade todos os anos de minha vida. Minhas questões não desapareceram mas se tornaram menos reais a partir do momento que me deparo com o real da sobrevivência. Real este que não consegue me tocar através da mídia e de relatos mas que estão nos olhos daqueles que sentem o peso de uma realidade dura e compartilham com outrem carne a carne.</p>
<p>Trajetória</p>
<p><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2011/06/041520111632.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-261" title="SUS BH" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2011/06/041520111632.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></a>Terça-feira: nesse dia tentei, impacientemente, ser atendida. Quando cheguei ao posto pela manhã, só havia senha para a noite. E eu não entendi a dinâmica do faça-fila-entre-colegas-para-esperar-pela-senha-para-então-ter-seu-número-de-atendimento e poder fazer a contagem crescente para ser atendido. Saí meio escondida, recusei a fila e a espera. Busquei tratamentos naturais pela internet, lavei bastante o olho com soro e fiquei observando a reação do meu corpo.</p>
<p>Quarta-feira: a vermelhidão do olho se agravou, o inchaço das pálpebras surgiu e decidi pingar o colírio que o médico havia recomendado para minha amiga que havia ido ao oculista no domingo, no mesmo hospital que ontem me recusei a esperar na fila.</p>
<p>Quinta-feira: Acordei com uma mancha de sangue no canto do olho direito e temi que o uso do colírio sem a prescrição médica houvesse causado tal reação. Fiquei com medo, decidi ir acordar cedo e ir ao hospital no dia seguinte.</p>
<p>Sexta-feira: Vim preparada para esperar. Sem sofrimento, pressa ou recusa. Com a vista não se pode brincar: frase chave emitida pelos bancos das filas de espera do atendimento oftalmológico. A companheira de espera me disse: minha colega de trabalho queria viajar de férias e forjou uma conjuntivite derramando detergente de cozinha nos olhos. Sistema tão delicado e belo este, acho que não merece tamanha façanha&#8230;</p>
<p>Vira e mexe, me sentia culpada. Por estar ali, tomando o lugar de alguém mais necessitado que eu. Culpa classista. Via mais do que nunca e como sempre a divisão de classes coincidir com a divisão étnica. Eu era uma outsider ali. Tinha orgulho de ser como todos mas sabia que não dispúnhamos da mesma sorte.</p>
<p><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2011/06/041520111630.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-263" title="banheiro SUS BH" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2011/06/041520111630.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></a>Usei o banheiro, bem sujo; entrei para a sala de espera dentro do hospital, uma reforma enchia o ambiente de barulhos incomodantes; passei por um atendimento rápido e cordial, a mancha deve ter sido criada por algum impacto enquanto dormia e a conjuntivite já estava no fim, apenas um colírio hidratante foi recomendado, ou melhor, me foi fornecido. Foi o atestado do não era nada.</p>
<p>O sol ainda estava quente e deviam ser umas 15 horas da tarde quando me liberei. Havia chegado ao hospital às 9:00. Uma boa espera, nenhum trauma. Na contabilidade da experiência me senti mais humana e me vi mais humilde. E entendi que a maioria das pessoas só procura atendimento médico durante a semana, criando miragens nos finais de semana dos concorridos pontos de atendimento do SUS. SOS dominical SUS.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cholitascallejeras.wordpress.com/260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cholitascallejeras.wordpress.com/260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cholitascallejeras.wordpress.com/260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cholitascallejeras.wordpress.com/260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cholitascallejeras.wordpress.com/260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cholitascallejeras.wordpress.com/260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cholitascallejeras.wordpress.com/260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cholitascallejeras.wordpress.com/260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cholitascallejeras.wordpress.com/260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cholitascallejeras.wordpress.com/260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cholitascallejeras.wordpress.com/260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cholitascallejeras.wordpress.com/260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cholitascallejeras.wordpress.com/260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cholitascallejeras.wordpress.com/260/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cholitascallejeras.wordpress.com&amp;blog=13073921&amp;post=260&amp;subd=cholitascallejeras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Meu primeiro amor que não terminou</title>
		<link>http://cholitascallejeras.wordpress.com/2011/02/28/meu-primeiro-amor-que-nao-terminou/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 19:15:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cholitascallejeras</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Como falar de amor? Como falar de amor e não falar de um relacionamento? Por quê é tão difícil ouvir das pessoas coisas boas sobre seus parceiros ao invés de ouvir as mazelas? Há sempre um porém, um mas, umas &#8230; <a href="http://cholitascallejeras.wordpress.com/2011/02/28/meu-primeiro-amor-que-nao-terminou/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cholitascallejeras.wordpress.com&amp;blog=13073921&amp;post=249&amp;subd=cholitascallejeras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como falar de amor? Como falar de amor e não falar de um relacionamento? Por quê é tão difícil ouvir das pessoas coisas boas sobre seus parceiros ao invés de ouvir as mazelas? Há sempre um porém, um mas, umas reticências que nos separam da pessoa que a gente ama. O que nos separa é algo externo ou somos nós mesmos tentando nos salvaguardar?</p>
<p>Pela quarta vez eu e meu ex-namorados nos separamos. E em cada uma dessas não faltou amor. E porquê nos separamos? Sim, é possível – e super saudável diga-se nas entrelinhas -  se separar com amor. A primeira vez foi na Costa Rica. Ele estava seguindo para o Canadá e eu para o Brasil. No mesmo dia, no mesmo aeroporto. Era o final do começo do amor. Paixão louca, irrestrita, ardente, irrevogável, comprometida. Como toda boa despedida, esperava o frisson do sentimento que há por vir. Os últimos olhares no aeroporto, as viradas de pescoço, possíveis presentes, promessas de amor, idéias sobre o retorno.</p>
<p>Minha última despedida de um homem foi de um amigo que me encontrou no aeroporto de Londres para me entregar uma encomenda para seu amigo no Brasil. Apesar da falta de romance, rolou um selinho selando nosso amor, uma taça de vinho e o aconchego de ter alguém para olhar pra trás na hora de entrar na sala de embarque.</p>
<p>Em terras calientes o drama foi proporcional. Ele foi até o guichê da sua companhia, do outro lado do aeroporto, tentar despachar sua bagagem para que ficássemos mais à vontade. Demorou e eu nervosa pois a ampulheta da nossa despedida corria  e eu queria mais e mais e mais, como em toda despedida. Eis que ele chega esbaforido com a notícia de que havia confundido o horário do seu vôo e acabara de perdê-lo. Bom, esse foi o final de uma romântica despedida. Enervecido, me entregou um presente – uma pulseira Huichol -, abraçou e beijou e tals mas, sua embriaguez pelo erro cometido acabou com nossa triunfal despedida.</p>
<p><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2011/02/091820101454.jpeg"><img class="alignleft" title="Da janela" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2011/02/091820101454.jpeg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></a>Quatro meses depois, foi a vez da gélida definitiva separação. A paixão louca, irrestrita, ardente, irrevogável, comprometida ficou em escanteio no esbranquiçado e silencioso Canadá. Passados dois meses, decidimos seguir rumos distintos. E demoramos 1 mês para efetuar a quebra de fato. Mês esse em que fuçamos, ruminamos, digerimos, regurgitamos e tentamos entender o que nos havia separado. E só conseguimos construir mais ligações, mais amor e mais admiração mútua.</p>
<p>Fomos, pela segunda vez, embora no mesmo dia, ele para a Costa Rica e eu para Nova Iorque. Lá pelas 4 da manhã, desci com ele até a gélida e esbranquiçada rua de Montreal e voltei para o quarto. Registrei as sombras na parede daquilo que a luz iluminava. Olhei para o travesseiro vazio. Dormi e acordei com o sentimento de que de repente, eu estava sozinha. E chorei.</p>
<p>Fui para a estação de trem. Durante as 11 horas de viagem até NY, entre cochilos e mordidas no sanduíche que ele havia me preparado (e que ele também comia no avião), fui despejando pela paisagem pedaços do passado que deixava para trás.</p>
<p><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2011/02/091820101457.jpeg"><img class="alignleft size-medium wp-image-251" title="cama_Montreal" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2011/02/091820101457.jpeg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Enquanto tentava marcar um encontro comigo mesma na Índia, recebo a notícia de que ele estava indo para o Brasil. E, quando começava a curtir meu encontro comigo mesma, fui chamada a acompanhar meu pai numa cirurgia. Ao chegar a calmaria, nos encontramos, pela terceira vez, agora no extremo sul do continente americano.</p>
<p>Ele foi até Belo Horizonte, e ficamos no sitio dos meus pais. Como um grande amigo, nosso entrosamento é imediato. E como bons amantes, nossa amizade se colore dos mais diversos tons. O respeito que exala entre as diferenças que emanamos nos unem de forma irrestrita e mágica. A ponto de abrir espaço para um ex namorado ser recebido com honras de futuro marido.</p>
<p>Uma semana se passou e ambos nos separamos na rodoviária de Belo Horizonte. Ele indo para o Rio de Janeiro e eu para São Paulo. Dessa vez eu o presenteei com um mini doce-de-leite, e fui escutando músicas românticas no ônibus para que meus sentimentos permanecessem mais tempo em minha pele.</p>
<p>Passados alguns dias, rumei ao Rio de Janeiro para finalizar o início de minha mudança para tal estado. E, usando desculpas profissionais, boicotei qualquer tipo de resquício de romance, levantando o assumir da separação e da nova configuração entre nós. Passamos a tarde e o começo da noite juntos, com amigos, na praia, como amigos. Pegamos o mesmo taxi, ele para Santa Tereza e eu para a rodoviária.</p>
<p><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2011/02/img_3870.jpg"><img class="alignleft" title="Nas_montanhas" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2011/02/img_3870.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>Eu no Brasil e ele em Israel. Ambos voltamos para nossos países. A mala cheia de corações sarados, a mente confiante na possibilidade de ter um relacionamento bom, grandioso, elaborado e respeitoso, o coração cheio de amor pelo que o outro é, aberto à separação e ao reencontro. Entre nós não há lugar para a culpa danosa, para a reclamação, talvez exatamente por nos respeitarmos pelo que somos em exatidão que nossos caminhos nos separaram. Nenhum dos dois é capaz de pedir ao outro que seja o que não se é. Nenhum de nós quis que o outro abrisse mão de seus sentimentos e dúvidas. É porque nos amamos de verdade que nos separamos e nos reencontramos. Esse é o meu primeiro caso de amor que terminou sem fim.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			<media:title type="html">Da janela</media:title>
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		<title>A primeira vez que rezei na vida.</title>
		<link>http://cholitascallejeras.wordpress.com/2010/11/07/a-primeira-vez-que-rezei-na-vida/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Nov 2010 01:25:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cholitascallejeras</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mexico]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca havia rezado de verdade em minha vida. Durante minha infância fiz primeira comunhão e lembro-me de ser uma boa aluna, de até ler textos durante as missas. O frisson de fazer algo em público sempre me atraiu, a tensão &#8230; <a href="http://cholitascallejeras.wordpress.com/2010/11/07/a-primeira-vez-que-rezei-na-vida/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cholitascallejeras.wordpress.com&amp;blog=13073921&amp;post=233&amp;subd=cholitascallejeras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca havia rezado de verdade em minha vida. Durante minha infância fiz primeira comunhão e lembro-me de ser uma boa aluna, de até ler textos durante as missas. O frisson de fazer algo em público sempre me atraiu, a tensão durante os minutos em que se quer falar mas não se tem coragem, a brincadeira com o próprio medo, falo não falo, em que momento entro?, até a ação em si, que é emoção pura, coração, presença. Passaram-se alguns domingos de missas, alguns pai nossos antes de dormir, o sinal da cruz antes de passar em frente a qualquer igreja, a oração a alguma santa que fazia antes de dirigir, até que todos esses processos, rituais ou simplesmente rezas sumissem do meu dia a dia.</p>
<p>Estava eu em minhas férias espirituais em uma comunidade na Costa Rica, indagando-me sobre minha incapacidade de rezar. Pensava, sou tão naturalmente abençoada, tenho tudo que preciso, o que mais  devo pedir?&#8230;  E o pior, a quem?&#8230; Foi durante um dos discursos de Osho que escutei durante um processo que boooooom, ecoou longe e fez lágrimas caírem imediatamente. Instantâneas. To pray is to be grateful. O ego era demasiado grande para permitir um ato de humildade.</p>
<p>A cada dia que passava por lá, a natureza fazia mais parte da minha vida, me assustava cada vez menos e gerava uma sensação de agradecimento por tudo que estava vivendo. Sentia a gratitude de estar bem onde estava. Eu, que apesar de transpirar calma exterior sentia constantemente a tal da insatisfação, que por um lado impulsiona novas ações e por outro faz das nossas vidas uma interminável infelicidade.</p>
<p>Em meio aos processos que mergulhei durante os dois meses que fiquei por lá chegou a tal da Cura, 3 noites de Ayauasca, 6 copos por noite, estrutura do Santo Daime (mulheres de um lado, homens de outro, todos de branco, canções do hinário). Estava eu em tal comunidade falando em inglês noite e dia, cercada de estrangeiros e de repente me sento em roda a cantar músicas em português? E o pior, falando de Maria, de fé, de Jesus, de amor, de confiança? Uma noite, duas noites, na terceira, boooooom, juro, estava com o punho cerrado cantando confia, confia, confia.</p>
<p><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/11/img_4035.jpg"><img class="size-full wp-image-239 alignnone" title="Moon_dance" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/11/img_4035.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>Foi a primeira vez que rezei na vida. O coração aberto pelo divino chá me fez ver a beleza daquelas palavras e a profundidade da palavra em si. Desses ecos de vibração que emanamos, ecos de intenção, que ao serem entoados, se tornam eternos. Humildemente entendi que estava pedindo, dando, agradecendo, rezando pelo amor, pela vida, pelos humanos, pelo divino. Wow, primeira vez que rezei. Foi deep.</p>
<p>Inaugurou-se então esse novo espaço na minha vida para os rituais, para a minha voz interior expressar amor próprio e aos outros, respeito próprio e aos demais. Estava feliz com minha iniciação e de certa forma confiante. Outros processos vieram e cada vez abro mais uma brecha em direção à potencia do universo. E que potência&#8230; Capaz de jogar fora até mesmo os novos conceitos que pouco a pouco vão substituindo os antigos. Até mesmo os novos, os espirituais, os amorosos que em teoria são mais valiosos&#8230; e reconstroem nosso ego, vem a vida e, boooooom novamente.</p>
<p>Brasil, Peru, México, Guatemala, Costa Rica, Brasil, Canadá, NY, México. Apenas quatro meses apos ter ido ao México lá estava eu novamente para participar de uma cerimônia indígena. Durante a preparação para a viagem fiz rezas para as quatro direções com minhas intenções, foi um lindo processo em que refiz alguns caminhos da minha história, como pedir perdão aos meus avós por julgamentos que havia em algum momento feito, ligando os elementos da natureza e seus poderes sobre a terra e os humanos, com velas, tabaco, fogo e muita emoção por estar me permitindo tocar tudo aquilo.</p>
<p><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/11/img_3836.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-234" title="Prayers" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/11/img_3836.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>Eram quatro noites de danças e cantos, quase sem comer, com dois temascales diários, 140 mulheres, lua cheia, full Power! Cada dia que passava me sentia mais parte do processo, com mais envolvimento, mais segura, relembrando as intenções que levei até lá. Na terceira noite, enquanto dançávamos, de repente vi uma luz de lanterna e um homem correndo apressado, até que ele soltou tiros no ar e mandou todas nós deitarmos no chão. Sim, era um assalto e estávamos sendo feitas reféns. Ficamos cerca de 3 horas reféns de 8 homens armados e, boooooom, nunca rezei tão profundamente na vida&#8230;</p>
<p>Toda a minha coragem, todas as minhas intenções, toda a inquietude, os desejos, os anseios, as infelicidades, tudo foi por água abaixo e eu só queria estar viva. Como nunca antes havia sentido. Foi minha primeira experiência com o desespero, com o medo real da morte, da dor, do abuso, da polaridade no mundo. Foi minha primeira experiência real de valoração da vida. Entendi pela primeira vez ao menos uma das profundidades da violência em que o mundo está imerso atualmente. Vivenciei na pele porque muitas famílias de judeus não reagiam durante os aprisionamentos. Senti pela primeira vez na carne que éramos um corpo só que pulsava sobre a terra, que respirava junto, formando um manto branco sobre a superfície que então estava rodeada por sombra. Nem deles consegui me afastar, eu rezava por eles, rezava para que suas ações fossem o menos danosa para si mesmos, que eles pudessem curar suas ações em vida.</p>
<p>Pela primeira vez não enfrentei uma situação em minha vida. Não tinha coragem de levantar a cabeça e olhar o panorama ao redor, seus passos, suas ações, seus corpos. Somente rezava. Naquele momento não havia dúvida, conceito, religião, indagação. Eu apenas rezava. E novamente, pela primeira vez.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cholitascallejeras.wordpress.com/233/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cholitascallejeras.wordpress.com/233/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cholitascallejeras.wordpress.com/233/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cholitascallejeras.wordpress.com/233/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cholitascallejeras.wordpress.com/233/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cholitascallejeras.wordpress.com/233/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cholitascallejeras.wordpress.com/233/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cholitascallejeras.wordpress.com/233/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cholitascallejeras.wordpress.com/233/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cholitascallejeras.wordpress.com/233/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cholitascallejeras.wordpress.com/233/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cholitascallejeras.wordpress.com/233/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cholitascallejeras.wordpress.com/233/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cholitascallejeras.wordpress.com/233/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cholitascallejeras.wordpress.com&amp;blog=13073921&amp;post=233&amp;subd=cholitascallejeras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Mudei mas não cortei o cabelo</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Oct 2010 20:13:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cholitascallejeras</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A última vez que eu prometi não cortar mais meu cabelo drasticamente e sozinha tinha recém completado meus 30 anos. Lá se foram mais um bom par de anos para que ele voltasse a balançar solto – isso das raras &#8230; <a href="http://cholitascallejeras.wordpress.com/2010/10/02/mudei-mas-nao-cortei-o-cabelo/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cholitascallejeras.wordpress.com&amp;blog=13073921&amp;post=224&amp;subd=cholitascallejeras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A última vez que eu prometi não cortar mais meu cabelo drasticamente e sozinha tinha recém completado meus 30 anos. Lá se foram mais um bom par de anos para que ele voltasse a balançar solto – isso das raras vezes em que não estava preso no corriqueiro coque ou rabo-de-cavalo. Estava solteira e com a sensação constante de um peso de mochila nas costas. Nem eu me segurava. E pois pronto, lá se quebrou a promessa e se foram mais centímetros de madeixas.</p>
<p>Estava eu num quartinho sem vergonha de hotel no sul de Londres, após uma chegada não muito calorosa, um fechamento de malas e venda de restos que não agüentariam esperar pelo meu retorno, romances fortes e reencontros que passei emocionalmente quase desapercebida e um sentimento de terra que se assenta no chão depois de passado o tufão. P-R-E-C-I-S-A-V-A cortar meu cabelo.</p>
<p>Era a fase “Não fala comigo”. Nem vem. E se vier, que fale algo que me interesse. Assim, com aquele ato, eu já cortei metade do planeta masculino que busca mulheres de beleza natural. Nunca fui muito boa nisso.</p>
<p>A primeira vez que cortei drasticamente o dito cujo foi contra minha vontade. Devia ter lá pelos 11 anos e lembro da minha mãe me obrigando a cortar. Eu sempre fiquei charmosa com o cabelo curto mas passei a analisar o motivo de eu querer cortar um grande pedaço da minha feminilidade com esse ato. Ou que tipo de auto-punição eu me infringia com isso. Tem gente que corta os pulsos num acesso de raiva, eu cortava o cabelo.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/16374023" width="500" height="375" frameborder="0"></iframe></p>
<p>E a aventura não terminou aí. Passadas umas semanas decidi ir a um salão. Em Londres. Rodei o Soho mas gente, salão moderno pra mim não dá. Nem em SP nem em lugar nenhum. Me põe numa barbearia ou me booka pra um trabalho de styling que um amigo maquiador em 5 minutos dá um jeitinho e eu ainda saio com aquela cara ½ bonita / ½ moderna, que era a linha que então fazia. Resolvi radicalizar e passear pelos salões de Hackney. Ia vendo as mulatas com as cadeiras redondas, cheias de si e de tranças no cabelo e aquele jeitinho maroto que me lembrava o Brasil. Pronto, achei meu lugar.</p>
<p>Eu era o oposto de qualquer pessoa que freqüentava tais cadeiras. Se as negras possuem muito cabelo eu era quase uma careca, ela não sabia nem como pegar em minhas madeixas. E para falar inglês na minha primeira semana com a turma de Hackney. Esquece, vai aí.</p>
<p>E de lá pra cá resolvi decidir, já que prometer não fez muita diferença, deixar meu cabelo o mais natural possível. Sem tinturas, sem radicalismos. E não é que a minha vida mudou de verdade!?!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cholitascallejeras.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cholitascallejeras.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cholitascallejeras.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cholitascallejeras.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cholitascallejeras.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cholitascallejeras.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cholitascallejeras.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cholitascallejeras.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cholitascallejeras.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cholitascallejeras.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cholitascallejeras.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cholitascallejeras.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cholitascallejeras.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cholitascallejeras.wordpress.com/224/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cholitascallejeras.wordpress.com&amp;blog=13073921&amp;post=224&amp;subd=cholitascallejeras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Tortillando</title>
		<link>http://cholitascallejeras.wordpress.com/2010/05/31/tortillando/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 04:25:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cholitascallejeras</dc:creator>
				<category><![CDATA[Guatemala]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi apenas depois de ler um comentário no facebook do Alex, meu amigo que está na Espanha, que me deparei com a notícia de que o vulcão de fogo, o Pacaya, vizinho aqui de Antigua, havia entrado em erupção. Tudo &#8230; <a href="http://cholitascallejeras.wordpress.com/2010/05/31/tortillando/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cholitascallejeras.wordpress.com&amp;blog=13073921&amp;post=218&amp;subd=cholitascallejeras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi apenas depois de ler um comentário no facebook do Alex, meu amigo que está na Espanha, que me deparei com a notícia de que o vulcão de fogo, o Pacaya, vizinho aqui de Antigua, havia entrado em erupção. Tudo bem, eram 6 da manhã ainda e inclusive um par de turistas esperava o shuttle para então não conseguir chegar até o dito cujo.</p>
<p>Havia chegado perto do nervosinho quando então ele ainda estava calmo há 5 dias atrás, quando fui até Ciudad Vieja, primeira capital da Guatemala, a aprender a tortillar com a mãe do Luís, guardião do albergue de Antigua, segunda capital do país, a Gladys.</p>
<p>Com uma destreza que só as pessoas muito seguras de sua vida e suas escolhas e quase de seu destino têm, me mostrou todo o processo de preparação da massa da tortilla: deixar os grãos de milho ferverem com água de cal (isso, pasmem, não fazia idéia), quando estiverem mais tenros mas não muito cozidos, levar a moer com seu tio (ela já não moi mais no muque, cada vasilhame com mais ou menos 4 quilos de grãos é massarocado por meros 1 quetzal, 0,20 centavos de real), ir adicionando água caso ela se resseque e umas poucas doses da famosa mão na massa.</p>
<p>A tortilla é a base da massa das maiores delícias da culinária de rua daqui: a tortilla propriamente, os tacos, os tamales e lá pelo México, minhas favoritas, as tlayudas. Alem disso, tortillar é um verbo. No dicionário callejero, eu o descrevo como:</p>
<ol>
<li>Ato de pegar uma certa quantidade de massa em formato já um pouco arredondado e bater entre as palmas da mão até e com o intuito de transformá-la num círculo homogêneo e fino;</li>
<li>Tentar tirar um samba ou melhor, uma salsa com as palmas da mão, com direito a todas as fases amorosas: o apego melado, um ritmo já mais cadenciado, as brigas repetidas e o final desenlace do desapego. Já pro fogo, ou melhor, pro comal.</li>
<li>Terapia entre mulheres cuja ação física de bater na massa ajuda a desbloquear tensões enquanto ritma a conversa entre as cumadres.</li>
</ol>
<p>Gladys aluga um barracão onde suas duas filhas trabalham com mais uma funcionária enquanto ela tortilla na sua casa com sua nora. Fomos de um lado a outro, meros 3 quarteirões. Ela é uma grande maestra. Ia guardando minhas tortillas para que no final acompanhássemos meu desenvolvimento, sublime! Foi me dando exemplos de pessoas que demoraram muito a aprender; ia elogiando minhas façanhas; colocou sua neta de 6 anos para me ensinar a tortillar; se por acaso eu travasse, refizesse uma, duas, três vezes a tal batedeira e nada, ela me aconselhava a largar aquele monte de massa e pegar uma porção fresca. Era uma lição.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/15023636" width="500" height="375" frameborder="0"></iframe></p>
<p>E com uma gentileza, uma delicadeza e uma simplicidade que só a vida mesmo&#8230; Então, filosofias a parte, ganhei um bom resumo de sua vida, trocamos confidências não só femininas mas humanas, conheci uma penca de gente que ia lá a comprar e ainda filei o almoço. Eu, ela, suas duas filhas, a funcionária, seu marido, seu filho, seus dois netos, as galinhas e a pata com uns 5 patinhos rodando entre nós. Comi minhas tortillas com o feijão caseiro e os chicharrones de pollo, que são como a pele frita em que ela vai tirando a gordura e guardando para a posteridade. Não tinha como negar o frango, mas isso eu levo com tranquilidade. Alem da água de Pepsi, sim, eles chamavam refrigerante de água de coca, de fanta, tem descrição mais naif que essa???</p>
<p>Pois foi entre os doces convites para me hospedar em sua casa por um par de noites caso eu voltasse para a Guatemala que me inteirei do tal do vulcão de água que cercava o povoado. Foi ele que entrou em erupção em 1541 e inundou toda a então capital. Resolvi voltar a pé ao final da jornada e observar o caminho. Ia criando paisagens imaginárias e uma delas era o tal do vulcão jorrando informação. Sou apaixonada pelas grandes manifestações da natureza como vulcões, tsunamis, tornados, acho muito fantástico, como das primeiras vezes que se vê uma explosão de fogos, como o primeiro mergulho, como um grande espetáculo que emociona o coração, nos faz desaparecer, nos aproxima do tal Deus&#8230;</p>
<p>Como o sonho passa há algumas quadras da realidade&#8230; Cheguei hoje à capital e tinha uma camada negra sobre o solo, estavam recapeando o asfalto mas não sabia dizer por qual motivo havia subido para a calçada. Bem, chovia. Foi quando subi no busão e desci há meia hora dali que percebi que a tal lama seguia sujando meu já quase imprestável tênis e atrapalhando as rodinhas da minha bagagem e bom, perguntei para a senhora ao meu lado, quê que estava acontecendo com a cidade. Eram as cinzas do vulcão.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cholitascallejeras.wordpress.com/218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cholitascallejeras.wordpress.com/218/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cholitascallejeras.wordpress.com/218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cholitascallejeras.wordpress.com/218/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cholitascallejeras.wordpress.com/218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cholitascallejeras.wordpress.com/218/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cholitascallejeras.wordpress.com/218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cholitascallejeras.wordpress.com/218/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cholitascallejeras.wordpress.com/218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cholitascallejeras.wordpress.com/218/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cholitascallejeras.wordpress.com/218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cholitascallejeras.wordpress.com/218/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cholitascallejeras.wordpress.com/218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cholitascallejeras.wordpress.com/218/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cholitascallejeras.wordpress.com&amp;blog=13073921&amp;post=218&amp;subd=cholitascallejeras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Noite a La Mexicana.</title>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 04:45:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cholitascallejeras</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Posso dizer que já me havia dado por satisfeita com meu dia aquele dia. Eram 10 horas da noite e estava sentada na rodoviária editando vídeo esperando soar as batidas das 23:30 para subir no busão rumo a Textlan. Já &#8230; <a href="http://cholitascallejeras.wordpress.com/2010/05/20/noite-a-la-mexicana/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cholitascallejeras.wordpress.com&amp;blog=13073921&amp;post=204&amp;subd=cholitascallejeras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Posso dizer que já me havia dado por satisfeita com meu dia aquele dia. Eram 10 horas da noite e estava sentada na rodoviária editando vídeo esperando soar as batidas das 23:30 para subir no busão rumo a Textlan. Já havíamos feito um delicioso mergulho com tanque de oxigênio em Huatulco, pegamos duas caronas – uma de fusca até o cruzamento da estrada e outra num carro super confortável com ar condicionado, que nos fez economizar cerca de 140 pesos cada uma fora o cafezinho de beira da estrada que os cavalheiros nos pagaram. Nesse momento havíamos decidido economizar o dinheiro do hotel viajando à noite de busão segunda classe. Tudo econômico e aventureiro.<a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/051020101172.jpg"><img title="051020101172" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/051020101172.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" height="375" width="500"></a></p>
<p>Talita foi dar uma volta e veio cheia de novidades, estava havendo uma quermesse em comemoração ao dia dos professores com comes e bebes e dança e gente welcoming. As mulheres estavam lindas com trajes típicos, os homens nos ofereciam cerveja sem parar e ainda tinha o tal pratinho de comida de festa que aqui na verdade mais se parece uma quentinha. Comecei a filmar o baile e achei ótimo nosso fim de noite. Até que, prosa vai, prosa vem, juntou uma turma que nos contou sobre o próximo baile num povoado ao lado, nos convenceu a ficar oferecendo casa, trajes para o evento, bom papo, banho, o que fosse. Olhamos uma pra outra e bom, vamos!</p>
<p>Ficamos na casa da Carmem e do Santiago. A essa altura já não tinha mais bateria na filmadora, a câmera havia caído na água durante o passeio de barco e restava um naco de bateria no celular. Carmem bordava e Santiago era professor de educação física. Tinham 3 filhas, uma de uns 12 anos, a de 16 que desde os 13, quando engravidou, foi viver com a família do marido e a Janete, de 18 anos, com quem fomos ao baile.</p>
<p><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/051620101191.jpg"><img title="051620101191" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/051620101191.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" height="375" width="500"></a>Estávamos em Juchitán e em maio é o mês de “Las Velas”, festas em que se homenageiam diversos santos. Originalmente as festas duravam toda a noite como forma de demonstrar lealdade a tais santos. Hoje comemora-se em grandes festas em que cada família possui uma área reservada e tal reunião fortalece o vinculo entre elas.&nbsp; As pessoas são recebidas com bebidas, comida e cadeiras para assistir aos shows de musica regional. As mulheres devem ir de traje de gala, assim que vestimos os nossos e fomos.</p>
<p>Foi fantástica. Confesso que nunca havia visto nada igual. A cada família que porventura nos amigávamos, éramos recebidas com muita comida e bebida. <a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/051620101179.jpg"><img title="051620101179" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/051620101179.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" height="375" width="500"></a>Entre os povos da região a comida é um símbolo de união. Como explicou Rigoberta Menchú em seu livro auto-biográfico (que infelizmente li em inglês&#8230;): “We only trust people who eat what we eat”. Havia momentos em que estava com 3 cervejas na mão – cada um fazia questão de que tomasse a sua cerveja&#8230;</p>
<p>//Acesse e assista//http://www.facebook.com/thaismol?v=app_2392950137#!/video/video.php?v=430058625902</p>
<p>Dancei pela primeira vez a tal da salsa, junto, separado, com homens, com mulheres. Podia ficar horas sentada apenas observando os trajes femininos, uma riqueza de cores, detalhes e feminilidade que nunca havia presenciado. Que mulheres divinas!<a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/051620101176.jpg"><img title="051620101176" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/051620101176.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" height="375" width="500"></a></p>
<p>Lá pela madrugada começou a chover, pelo segundo dia, e voltamos para casa. Chegamos lá e dormimos no colchão de casal que estava na varanda. Todos dormiam por lá devido ao calor, em redes ou colchões. A casa possuía apenas um dormitório, a cozinha era integrada à varanda onde também Carmem trabalhava bordando e havia um generoso quintal na frente e uma vizinha muito simpática a qual Carmem orgulhosamente nos apresentou. Não havia água encanada. Pela manhã, era um domingo e Santiago aproveitava para trabalhar no taxi de seu primo, fomos para a rodoviária. Eram 7 horas e Santiago gentilmente nos levou até o local, falando sobre humanidade e generosidades. Poder confiar, conviver e compartilhar com as pessoas de forma sincera é uma das coisas que mais me fazem felizes nessa vida. Saí de lá com o peito cheio, emocionada&nbsp; e segura de que somos sós mas não estamos sós.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cholitascallejeras.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cholitascallejeras.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cholitascallejeras.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cholitascallejeras.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cholitascallejeras.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cholitascallejeras.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cholitascallejeras.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cholitascallejeras.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cholitascallejeras.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cholitascallejeras.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cholitascallejeras.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cholitascallejeras.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cholitascallejeras.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cholitascallejeras.wordpress.com/204/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cholitascallejeras.wordpress.com&amp;blog=13073921&amp;post=204&amp;subd=cholitascallejeras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Colectores.</title>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 17:14:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cholitascallejeras</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mexico: Teotitlan.]]></category>

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		<description><![CDATA[Cheguei em Oaxaca, terceira maior cidade do México, cheia de atividades culturais, trânsito, gente na rua e uma certa dose de impessoalidade. Linda arquitetura, calor infernal, Monte Alban, albergue cheio, amiga Argentina, chega, vou para Teotitlán. Em 24 horas de &#8230; <a href="http://cholitascallejeras.wordpress.com/2010/05/10/colectores/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cholitascallejeras.wordpress.com&amp;blog=13073921&amp;post=186&amp;subd=cholitascallejeras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cheguei em Oaxaca, terceira maior cidade do México, cheia de atividades culturais, trânsito, gente na rua e uma certa dose de impessoalidade. Linda arquitetura, calor infernal, Monte Alban, albergue cheio, amiga Argentina, chega, vou para Teotitlán. Em 24 horas de Oaxaca larguei a cidade, tomei um taxi coletivo e cheguei à Tule. <a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_9963.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-199" title="IMG_9963" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_9963.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></a>Fui ver a árvore de 2000 anos. Na verdade fui abraçá-la (não se esqueçam do meu grande  e importante momento hippie), mas ela estava cercada por uma grade. Freun, freun, freun. Como ultimamente nada está me tirando do sério, fui à igreja e fiz uma linda foto minha, acompanhei um casamento no local, aproveitei a grande sombra da dita cuja, tomei umas cacas de passarinho pelo corpo e peguei outro taxi coletivo até o cruzamento onde se entrava para Teotitlán.</p>
<p>Esse pueblo faz parte do primeiro assentamento Zapoteca na região. Parti para lá pois é um dos centros de produção de tapetes desde a época pré-hispânica, quando os teares ainda eram atados às cinturas das mulheres. Pensei, vai que me dá vontade e fico um tempo por lá e aprendo a tecer. Claro que esse tempo teria que ser largo e de cara percebi que se quisesse ser uma tecedora, teria que seguir tecendo, senão ia esquecer tudo. É necessário desenvolver um cérebro capaz de abstrações profundas e uma habilidade com as mãos realmente duradouras. E enfim, idéias são sempre bem-vindas, especialmente as que nos movem de lugar&#8230;</p>
<p><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_0058.jpg"><img title="IMG_0058" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_0058.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>Achei uma hospedagem familiar delicadíssima, em que duas gerações de  mulheres que mandam no local: os homens ja se foram desta. Só iria ficar aquela noite e no dia seguinte seguir viagem. Eis que fui amigando dos americanos que aqui estavam (3 de passagem e 2 que moram) e descobri que havia muito mais o que fazer na região, e fiquei mais um dia.</p>
<p><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_0048.jpg"><img title="IMG_0048" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_0048.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>Gentilmente ele me convidou a ir conhecer umas ruínas de um templo na cidade chamada Yagul com sua amiga também americana Merril e suas duas pilhadas cadelas. Construções contemporâneas ao Monte Alban mas que ainda estão sendo restauradas. Diferentemente do tal Monte, os arredores de Yagul são pura natureza, o que exalta a sensação divina que tudo isso evoca. O que me pegou mal no Monte Alban foi o entorno: toda a cidade de Oaxaca e suas construções desordenadas e muitas delas pobres, beirando esse esplendor de apuro estético que os povos antigos tinham&#8230;</p>
<p><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_0047.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-193" title="IMG_0047" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_0047.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>Pegamos uma trilha que beirava um planalto e que tinha uma inscrição primitiva de lá vai seus milhares de anos&#8230; E começamos a caminhar. Eles iam catando pedras no meio do caminho,  achando pedaços de cerâmica e me mostrando. Aos poucos comecei a entender que aquela era realmente uma região onde viveram homens há um par de mil anos, que aqueles restos faziam de fato parte de antigos modos de vida, que o Rick era um arqueólogo, e que sabia do que estava falando. Quando eu me vi, estava andando com um olho no peixe e o outro no gato, achando pedras, cerâmicas, imaginando o que seriam aquelas peças, vendo rastros de civilizações e criando situações de uso, de origem, pensando o que aconteceu por ali, porque aquelas pedras tinham furos, como eram feitos e o melhor, inventando histórias mil com meus dois novos amigos do dia.</p>
<p>JURO, foi uma tarde como nunca passei na vida. Rica, divertida, inusitada e histórica. Dela, me restaram os seguintes tesouros:</p>
<ol>
<li><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_0090.jpg"><img title="IMG_0090" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_0090.jpg?w=150&#038;h=112" alt="" width="150" height="112" /></a>Pedra da sorte: esfregava-se o dedo nessa circunferência para evocar bons espíritos, dar sorte; hoje também é usada em cerimônias anti-stress;</li>
<li><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_0091.jpg"><img title="IMG_0091" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_0091.jpg?w=150&#038;h=112" alt="" width="150" height="112" /></a>Ponta de lança com base e tudo;</li>
<li><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_0093.jpg"><img title="IMG_0093" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_0093.jpg?w=150&#038;h=112" alt="" width="150" height="112" /></a>Pedra azul, típica do local, também afiada, usada para cortar o que necessário fosse;</li>
<li><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_0097.jpg"><img title="IMG_0097" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_0097.jpg?w=150&#038;h=112" alt="" width="150" height="112" /></a>Pedra com inscrições primitivas, podendo representar indivíduos de um clã;</li>
<li><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_0096.jpg"><img title="IMG_0096" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_0096.jpg?w=150&#038;h=112" alt="" width="150" height="112" /></a>Obsidiana verde: rara, ainda não sei das suas propriedades mas é bem  conhecida na região: se fosse no Egito, poderia ser confundida com vidro.</li>
</ol>
<p>Reza a lenda que quando se leva uma pedra de um lugar, é porque se vai voltar, tá danado pois desde o Peru comecei a coletar&#8230; a ver!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cholitascallejeras.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cholitascallejeras.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cholitascallejeras.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cholitascallejeras.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cholitascallejeras.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cholitascallejeras.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cholitascallejeras.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cholitascallejeras.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cholitascallejeras.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cholitascallejeras.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cholitascallejeras.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cholitascallejeras.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cholitascallejeras.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cholitascallejeras.wordpress.com/186/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cholitascallejeras.wordpress.com&amp;blog=13073921&amp;post=186&amp;subd=cholitascallejeras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Rai: hitchhike: a boa e velha carona.</title>
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		<pubDate>Sat, 08 May 2010 01:41:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cholitascallejeras</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mexico: Real de Catorce]]></category>

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		<description><![CDATA[Após uma semana de viagem descobri que o tal rai queria dizer carona. Enquanto estive na Cidade do México nem me passou pela cabeça pegar um rai. Foi aí que fui jogada no tal do entronque de Real de Catorce, &#8230; <a href="http://cholitascallejeras.wordpress.com/2010/05/08/rai-hitchhike-a-boa-e-velha-carona/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cholitascallejeras.wordpress.com&amp;blog=13073921&amp;post=169&amp;subd=cholitascallejeras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_9802.jpg"><br />
</a></p>
<p><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_9831.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-177" title="IMG_9831" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_9831.jpg?w=500&#038;h=666" alt="" width="500" height="666" /></a>Após uma semana de viagem descobri que o tal rai queria dizer carona. Enquanto estive na Cidade do México nem me passou pela cabeça pegar um rai. Foi aí que fui jogada no tal do entronque de Real de Catorce, minhas tentativas de pegar carona falhas e ao chegar na minúscula cidade ainda menos, era pé na trilha mesmo. Se eu fosse ninja mesmo pegaria carona nos milhares de cavalos que todos os dias me ofereciam para fazer um passeio. “Chava, un paseo de caballo? Mañana talvez?”, gracias”, tentava falar com o sotaque mais que cantado e interiorano da região.</p>
<p>No primeiro dia que estabeleci que seria meu último dia em Real de Catorce, decidi pegar a trilha que dava num pueblito no meio do vale, Catorce. Foi fundada antes de Real e reza a lenda que 14 bandidos se escondiam por lá nos idos de 1600. A maravilhosa trilha passava pelas ruínas de onde se extraía a prata, a vegetação deixava de ser árida e criava sombras pelo caminho, e ao final iria procurar pelo Bonny: quem me apresentou e levou à casa de Eduardo e foi muito gentil e Bonny comigo. Ao entrar no pueblo em meio às casas quem foi o primeiro homem com o qual trombei?</p>
<p>Agradeci pela gentileza (ele é guia turístico e eu acabei não fazendo nenhum passeio, by the way), charlamos por alguns minutos e ele me deu a dica de seguir até Estación Catorce. Ele que iria para Matehuala, espécie de capital da região, me daria uma carona de volta por esse trecho lá pelas 17:00hs: a trilha toda levava umas 4 horas cada perna. Conheci a venda que ele tinha, sua casa que era grande, possuía quartos para alugar e cujo riachinho fazia as vozes local: mais uma dessas preciosidades da região. Ficaria por lá linda se já não tivesse pago minha hospedagem e se não acreditasse que iria deixar o povoado no dia seguinte.<a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_9822.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-182" title="IMG_9822" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_9822.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Comecei a descer a trilha, passei por outro povoado chamado Santa Cruz de Carretas que estava inclusive tendo uma festa, a Festa da Cruz (era dia 3 de maio), com banda na igreja e barraquinhas de comida. Fingi que não estava ouvindo os chamados que os cavalheiros começaram a entoar: eram 10 homens para cada rapaz. Não me tardei muito por lá e fui descendo a agora estrada pavimentada até Estación Catorce. Eis que uma moto veio, parou ao meu lado e bem intrometido, perguntou para onde eu ia. Eu catei que ele não ia a lugar algum sem mim&#8230; disse que estava indo buscar sua irmã e me ofereceu um RAI. Como eu ainda não havia tomado um Rai, não tinha lá grandes coisas na bolsa, ouvi que nessa região ninguém faz nada e bom, uma aventurinha de vez em quando para me tirar da monjice também não faria mal. Fui.</p>
<p>Ele foi descendo com a moto desligada para economizar gasolina. E de largada me ofereceu o Peyote por preço de banana. “Não vamos misturar as coisas”, disse. Não topo pagar pelo peyote, meu respeito por ele não me permite estabelecer uma relação financeira. Ele então sugeriu irmos para o deserto em busca do cactus, eu apenas deveria pagar a gasolina da moto. Glup! Como eu catei ele contando mentira, já de largada também dei a real (de catorce, He He He). “Sou mulher, turista, estou de carona, te pego na mentira, como posso confiar em você?”. Ele se calou e depois disse, é, eu sou assim. Começamos a estabelecer uma relação de iguais, fomos ao deserto.</p>
<p><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_9802.jpg"><img title="IMG_9802" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_9802.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>Assumo que foi lindo achar o peyote, e quantos achamos! Reza a lenda que o peyote aparece quando quer, que há uma ligação com quem procura, que às vezes se vai ao deserto e não se encontra. Ele cresce sobre o pé de uma planta, fica bem escondidinho na terra, é meio almofadinha, fofo!!!!!!!! Tirei meu canivete para cortar o dito cujo (se retira apenas a tampa para que ele possa crescer novamente) e o César acabou abduzindo ele, morri de arrependimento&#8230; Mas bueno, chegando em Oaxaca compro outro.</p>
<p><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_98041.jpg"><img title="IMG_9804" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_98041.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a>Na volta, paramos para tomar uma cerveja num bar na beira de Estación de Catorce que eu claro, paguei pra ele e comparti com os 6 homens para cada moça, no caso, eu. Muito respeituosos, mais velhos (para não perder o hábito) e juro, se eu entendesse metade do que eles falavam&#8230; Tomei minha boa cerveja e resolvi dar uma volta pela cidade. A essa altura uns trintões já haviam perguntado se eu era casada e um deles inclusive começou a falar que os homens mexicanos eram incríveis, e eu que não sou boba nem nada perguntei se ele gostava deles&#8230; Fui dar meu role enquanto esperava o querido Bonny e esse sujeito veio atrás de mim com a caminhonete. Ele era guapo e tal, mas eu não estava pra aventuras&#8230;</p>
<p>Cidade mais fantasma que Real de Catorce, voltei pro meu bar enquanto esperava meu Rai final. Ganhei cerveja, cigarro, tentaram me casar e tudo até que deram 6:30 e eu fiquei com medo de voltar à noite e bom, já que o Bonny nada, resolvi começar a caminhada de volta. Tentei pegar uns rais mas me negaram. NÃO SE NEGA RAI A MULHERES EM ESTRADAS PEQUENAS EM CIDADES MINÚSCULAS SOZINHAS SEM MALA E QUERENDO APENAS SUBIR NA CAÇAMBA DA CAMINHONETE. NÃO. Passou 1, 2, 3, 4, 5, moto e tudo e nada. Até que consegui uma carona. Com o Bonny!</p>
<p>(Tudo isso pra dizer que conheci um casal que subiu da Argentina até o México de RAAAAAAAAAI!!!!!!! 1 ano e meio de viagem, toma!)<a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_9812.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-176" title="IMG_9812" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_9812.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cholitascallejeras.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cholitascallejeras.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cholitascallejeras.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cholitascallejeras.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cholitascallejeras.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cholitascallejeras.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cholitascallejeras.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cholitascallejeras.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cholitascallejeras.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cholitascallejeras.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cholitascallejeras.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cholitascallejeras.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cholitascallejeras.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cholitascallejeras.wordpress.com/169/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cholitascallejeras.wordpress.com&amp;blog=13073921&amp;post=169&amp;subd=cholitascallejeras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Saber receber.</title>
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		<pubDate>Sun, 02 May 2010 23:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cholitascallejeras</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde que me recordo sempre fui do tipo independente, que tomava decisões sozinha e que tocava o barco seja pra onde fosse. Filha única mulher, sempre tive meu quarto exclusivo, não consigo entender como meus irmãos suportaram crescer, ou seja, &#8230; <a href="http://cholitascallejeras.wordpress.com/2010/05/02/saber-receber/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cholitascallejeras.wordpress.com&amp;blog=13073921&amp;post=160&amp;subd=cholitascallejeras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_9744.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-161" title="IMG_9744" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_9744.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>Desde que me recordo sempre fui do tipo independente, que tomava decisões sozinha e que tocava o barco seja pra onde fosse. Filha única mulher, sempre tive meu quarto exclusivo, não consigo entender como meus irmãos suportaram crescer, ou seja, passar uns 15 anos ao menos juntos no mesmo ambiente. Um quer ler, o outro que ouvir música, hoje quero dormir pelado, amanhã decidi mudar o quarto. E assim sempre foi na casa dos meus pais, eu sozinha e eles em dupla. Desde que saí de lá sempre tive meu quarto (mesmo quando morei com um namorado) até que tive minha própria casa.</p>
<p>Ano passado eu vi que minha oportunidade de sair viajando por aí, de morar fora, como sempre havia sido um desejo meu, estava se esgotando. Tinha 32 anos, pensava sim em ter um filho um dia, estava solteira, tinha dinheiro e a vida em São Paulo só iria se repetir com doses, claro, de novos projetos, mas a perspectiva de mudar de vida naquele ambiente me parecia demasiado remota. Durante minhas férias de um mês na Europa fui conhecendo pessoas que possuíam interesses, backgrounds, idade similares `as minhas porém com nuances de vida que não conhecia no Brasil.</p>
<p><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_9794.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-163" title="IMG_9794" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_9794.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>O governo apóia seus compatriotas proporcionando boa saúde, boa educação e inclusive apoio financeiro para aqueles que estão investindo em seus estudos ou apenas se encontram desempregados. No Brasil, corremos para ser o mais independente possível do governo e caímos numa roda de sujeição ao fazer dinheiro que muitas vezes dificulta enxergarmos ou fazermos de fato nossas escolhas. E o pior, nos faz aceitar essa situação nos adaptando `as coisas como elas são, ao invés de tentar mudar.</p>
<p>Foram sete meses em Londres que eu não só dividia o quarto durante a maior parte do tempo que estive lá, mas também cheguei a dividir a cama por ao menos 3 meses com minha grande amiga Talita. Tudo mudou a partir daí. Enxerguei que poderia aprender muito convivendo com mais gente, que minha vida seria menos s<em>elf-centered</em> e que generosidade e respeito ao outro podem se tornar grandes modificadores do nosso ser.</p>
<p><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_9800.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-164" title="IMG_9800" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_9800.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>Alguns meses depois, mudei meu rumo e vim para a América Central. Agora estou sozinha, e, mesmo independente e questionadora inclusive do que me informam, mesmo me preservando em situações que não estejam muito claras, surgem momentos em que o fato de ser só no mundo não significa que estamos sós.</p>
<p>Fui visitar meu amigo Eduardo aqui em Real de Catorce e sugerir que tomássemos um drink ou algo parecido mais tarde. Disse-lhe que ia lavar roupas, organizar minhas coisas pois pretendia ir embora no dia seguinte. Ele gentilmente me ofereceu a máquina de lavar, mas eu lhe disse que não precisava. Ele me convidou a ficar por lá no jardim (que era a pousada dos meus sonhos aqui, mas não do meu budget&#8230;). Já me havia oferecido antes mas eu, não fui. Ontem, eu resolvi aceitar. Resolvi aceitar tudo que ele me oferecia. Lavei a roupa, deitei no jardim para ler, relaxei. Depois, chegaram mais 3 amigos e ele fez uma roda de peyote. Acendeu a fogueira. Trouxe almofadas e cobertores. Abriu garrafas de cerveja, mezcal, vinho. Assou carne, tortilla, frango e lingüiça na fogueira. E eu fui ficando. Das 16hs até as 2:30 quando todos foram dormir. Me ofereceu um <em>sleeping-bag</em>, eu aceitei. Trouxe mais cobertores e lenha. Dormi ao lado da fogueira, sob um céu estrelado com a lua nova, vi a estrela cadente mais brilhante e exuberante da minha vida. Me acostumei aos sons, aos animais que se acercavam, me metamorfoseei ao ambiente. Tive uma experiência maravilhosa ao lado do Andrés, do Milo e da Almendra, cuja conversa se desenvolvia de uma forma esplendorosa.</p>
<p><a href="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_9793.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-162" title="IMG_9793" src="http://cholitascallejeras.files.wordpress.com/2010/05/img_9793.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>Ao acordar, caminhei para a colina para ver o sol nascer, voltei para minha hospedagem e me senti mais humana por saber aceitar, especialmente de alguém que não cessa de querer dar, que quizás nunca mais irei ver, mas que marcou um momento substancial de mudança de comportamento e aceitação da bilateralidade das relações. E de como isso faz com que cada um seja importante no ciclo das relações. Agora, falta aprender a pedir&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cholitascallejeras.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cholitascallejeras.wordpress.com/160/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cholitascallejeras.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cholitascallejeras.wordpress.com/160/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cholitascallejeras.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cholitascallejeras.wordpress.com/160/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cholitascallejeras.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cholitascallejeras.wordpress.com/160/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cholitascallejeras.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cholitascallejeras.wordpress.com/160/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cholitascallejeras.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cholitascallejeras.wordpress.com/160/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cholitascallejeras.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cholitascallejeras.wordpress.com/160/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cholitascallejeras.wordpress.com&amp;blog=13073921&amp;post=160&amp;subd=cholitascallejeras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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